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Mulheres: na luta pela igualdade de gênero

Escrito po: Joana Almeida - Presidenta da CUT-CE

18/03/2013

Presidenta da CUT-CE, Joana Almeida, escreve mensalmente para o Jornal O Povo. O artigo deste mês de março é sobre a luta das mulheres pela igualdade de gênero.

Neste mês de março, reconhecemos os avanços da atuação feminina na sociedade. Apesar dos desafios impostos pelas relações machistas e patriarcais, as mulheres conquistaram espaço. Na luta pela igualdade de gênero, ingressaram de forma pró-ativa no mercado de trabalho. Porém, as desigualdades ainda continuam e como consequência elas têm dificuldades para ocupar vaga no mercado formal.


De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), elas são minoria entre a classe trabalhadora da Região Metropolitana de Fortaleza em virtude das desigualdades de gênero. No ano passado, 17 mil novos postos de trabalho foram ocupados por homens (68%) e apenas 8 mil por mulheres.


Nos dias atuais, elas exercem as mesmas funções que os homens. No entanto, mesmo com formação profissional qualificada, recebem salários inferiores. Segundo a PED, as mulheres ganhavam, em 2012, o equivalente a 72,7% da remuneração dos homens. A renda média deles era R$ 1.173, enquanto a delas era R$ 853. A desigualdade prevalece em todos os setores econômicos, sendo a maior diferença na indústria de transformação.


As mulheres vivenciam ainda outra faceta mais cruel da disparidade sexista: a violência. Uma mulher é agredida no País a cada 15 segundos. Os agressores, em geral, são familiares. No Ceará, a polícia civil contabiliza que quase 200 mulheres foram assassinadas em 2012. Apesar dos números alarmantes, a rede de atendimento a essas vítimas ainda é precária. O Estado tem apenas 7 delegacias especializadas, apenas uma delas em Fortaleza.


Aproveitamos este mês da mulher para refletir sobre os desafios enfrentados por mães, filhas, trabalhadoras e esposas. É o momento de fortalecer ainda mais a luta pela igualdade salarial e de oportunidades, pelo respeito aos direitos à creche e à licença maternidade de seis meses, pela ratificação da convenção que trata das responsabilidades compartilhadas, pela garantia de acompanhamento médico aos familiares. Queremos que as relações entre homens e mulheres deixem ser verticais e passem a ser horizontais.

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