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CUT: 33 anos de luta e resistência na defesa dos direitos

Escrito po: Wil Pereira - presidente da CUT-CE

19/08/2016

ARTIGO
 
A ascensão da classe trabalhadora organizada nos anos 1980 concebeu o que é hoje a maior central sindical da América Latina e uma das maiores do mundo. Para nós, o aniversário da CUT-CE, celebrado no próximo dia 28 de agosto, remete à comemoração. Mas vai além. Relembra-nos da responsabilidade e do compromisso de seguirmos firmes como referência para a classe trabalhadora, defendendo sua dignidade acima de tudo. Principalmente na atual conjuntura, em que um governo interino promove o maior golpe nos direitos dos trabalhadores de toda a história.
 
 
A CUT nasceu num contexto de lutas pela democratização do País, por direitos de organização e expressão e por salários dignos. Desde os anos 1990, mantém ainda uma luta histórica contra o neoliberalismo. Um embate semelhante segue em pleno século XXI. E não vamos desistir até que se pare de precarizar os terceirizados, que recebem salários 24,7% menores na comparação com os efetivos. Seguiremos firmes para barrar a revogação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a votação do PL 4330, da terceirização. Diremos sempre “não!” à tentativa de se acabar com a correção anual do salário mínimo, que ficava acima da inflação; à redução de salários; e ao aumento da jornada de trabalho.
 
 
Lutamos ainda contra a PEC 241, que introduz o conceito de “estado mínimo” com um teto para o orçamento da União. Na prática, vai reduzir drasticamente investimentos sociais, principalmente em saúde e educação. E repudiamos o PL 257/2016, que promove um brutal ajuste fiscal com foco numa profunda desvalorização dos servidores públicos, cancelamento de concursos públicos e eliminação da perspectiva do Estado como indutor do desenvolvimento nacional.
 
 
Michel Temer ameaça ainda direitos trabalhistas como férias, aumento salarial, vale-transporte, 13º salário, hora extra, licença-maternidade, FGTS e outros, já garantidos por lei. Nosso lugar é na rua e dela jamais vamos sair, deixando claro o combate a todo e qualquer retrocesso que se desenha contra a classe trabalhadora, hoje vítima direta do atual governo – reconhecidamente ilegítimo até fora do Brasil. Vida longa à CUT!
 
 
Wil Pereira - Presidente da Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT-CE)
[email protected]
 
 
(*) Artigo publicado originalmente na edição do O POVO de 19.8.2016
 
 
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