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Dilma, a dama do Brasil

Escrito po: Joana Almeida - Presidenta da CUT-CE

04/11/2014

 

(Artigo publicado originalmente no jornal O POVO, de Fortaleza-CE, em 4/11/2014)

Leia o original em: is.gd/OUltBf

 

Ela é vitoriosa e merece respeito. Por ser mulher, corajosa, altiva. Por ser um ícone da política e ter uma história de vida digna de, minimamente, deferência. No último dia 26, após uma jornada de intensos acontecimentos na seara política, a maioria dos brasileiros reelegeu sua primeira mulher à Presidência da República. Ao longo da campanha, e especialmente durante os debates televisionados, a presidenta demonstrou postura serena e firme, mesmo diante das desenfreadas tentativas de incitação, pelos adversários, de uma postura mais agressiva. Apesar de sua “cara fechada”, é impossível não destacar a tranquilidade e qualidade propositiva na condução do processo.

 

Do outro lado da tela, eleitores contrários metralharam atitudes até criminosas, ultrapassando qualquer limite de desacato à mulher, ao ser humano, à presidenta de uma nação. Seria machismo, oriundo de homens e mulheres? Falta de educação, embora muitos sendo letrados? Seria arrogância? Preconceito? Incompreensão política? Ou simplesmente ira de pessoas que, em sua maioria, sempre tiveram “tudo” e depararam com a democracia insistentemente apontando que nem sempre se tem o que se quer?

 

Uma parcela rebelde-sem-causa dos opositores que ojerizam o avanço da igualdade social alardeia por aí que “Dilma venceu por causa dos votos dos nordestinos”. O ódio é tão latente, que sequer é mencionado o peso quase idêntico do número de votos válidos conquistados por Dilma nas duas regiões em questão. Conforme dados divulgados pelo  Tribunal Superior Eleitoral (TSE): 20,2 milhões de votos em favor da reeleição no 2º turno vieram do Nordeste, contra 19,9 milhões no Sudeste. É notória a falta de critério e imparcialidade quando se trata de analisar o processo com todas as suas variantes.

 

As agressões desqualificadas e escrachadas a que Dilma vem sendo submetida merece repulsa. O desconhecimento sobre o povo nordestino e a aversão a ele são dignos de pena. É como minha mãe (70), camponesa, sempre disse: educação e respeito não vêm do dinheiro, vêm do caráter. Neste segundo mandato que se avizinha, a senhora presidenta terá muitos desafios. Mas terá a seu favor o rumo correto: o das mudanças fundamentais iniciadas com o Governo Lula e em seu próprio governo. Que seja cumprido seu compromisso de implementar políticas inovadoras em prol do desenvolvimento do País e de seu povo. E que a filha e dama do Brasil mais uma vez não fuja à luta, conforme afirmou em seu discurso ao comemorar a vitória. Sim, ela venceu.  

 

Montagem sobre fac-símile da Edição do O POVO de 4/11/2014 - página 8

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