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Em defesa de Lula, atos denunciam parcialidade da Justiça

27/03/2018

Organizadas pela Frente Brasil Popular, manifestações, vigílias e panfletagens que pedem #LulaLivre e o direito do ex-presidente ser candidato ocorreram em todo o Brasil nesta segunda-feira (26/3)

Escrito por: Érica Aragão/CUT Brasil

 
O julgamento do mérito do habeas corpus do ex-presidente Lula, no próximo dia 4 de abril, no Superior Tribunal Federal (STF) era o motivo que faltava para os movimentos sociais e sindical que fazem parte da coordenação da Frente Brasil Popular (FBP) iniciassem as mobilizações “Lula Livre” em todo o País.
 
E os atos já começaram. Na manhã desta segunda-feira (26), no dia em que o Tribunal Regional Federal na 4ª Região (TRF4) negou o recurso da defesa do ex-presidente Lula, vigílias e atos aconteceram em quase todas as regiões do Brasil.
 
 
Vigília em Fortaleza, no Centro, em frente ao prédio da Justiça Federal (Foto: Thainá Duete/CUT-CE)Vigília em Fortaleza-CE
 
Munidos de faixas com dizeres “Lula Livre”, movimentos sociais, sindicais e populares, em frente a Justiça Federal, no Ceará, mandaram um recado para a justiça brasileira. "Aqui nossa mobilização e vigília serão permanentes. Estamos numa luta incessante em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora, além dos diretos de Lula como cidadão", disse o presidente da CUT Ceará, Wil Pereira.

Em São Paulo, a vigília aconteceu na frente do prédio da Justiça Federal, na Avenida Paulista, pela manhã.  “Justiça no Brasil”, “não à perseguição contra Lula”, “processo contra Lula é uma farsa” e “pelo direito do Lula ser candidato” foram alguns dos gritos dos representantes dos partidos, dos movimentos sindical e populares, de moradia e de mulheres, que fizeram uma encenação lavando o chão do prédio do Tribunal com água e vassouras.

“Estão aqui neste ato pessoas que lutam por um país mais justo, por moradia, por direitos dos trabalhadores, pelo SUS, para que se tenha uma reforma agrária, por exemplo. É por isso que a gente defende o Lula. Vergonha são os juízes do nosso Brasil fazendo greve pra manter o auxílio-moradia de R$ 4 mil reais”, disse a secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães.
 
No centro de Goiânia, movimentos sociais e militantes de esquerda fizeram uma vigília em frente à Justiça Federal com objetivo de denunciar a sistemática perseguição da mídia tradicional e do Judiciário contra o ex-presidente Lula.
 
"Querem condená-lo por um crime que não cometeu, exclusivamente para tirá-lo da disputa eleitoral", afirmou a presidenta estadual do PT, Kátia Maria.
 
Com o tema “Lula Livre”, a Frente Brasil Popular da Paraíba realizou ato de solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização, que teve concentração na Praça dos Três Poderes, percorreu ruas centrais de João Pessoa. Os manifestantes panfletaram e dialogaram com a população sobre a importância de defender a democracia brasileira, denunciar a perseguição contra Lula e defender o direito de sua candidatura a presidente nessas eleições.
 
"Nas ruas, percebemos que a população não aceita mais os rumos que o país vem tomando desde que foi tomado por um governo golpista ilegítimo, que vem aplicando uma série de golpes na democracia e na classe trabalhadora”, explicou o dirigente da CUT-PB, Gilberto Paulino, que completou: “nesse sentido, faz-se urgente o fortalecimento de movimentos que levem a informação correta para a população, uma vez que a mídia golpista só tem um interesse, o de perseguir o ex-presidente Lula, colocando em xeque a democracia".
 
Na capital do Pará, a vigília aconteceu em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Organizada pela Frente Brasil Popular de Belém, movimentos sociais e populares conversaram com a população sobre a justiça parcial brasileira e as consequências de uma possível prisão do maior líder brasileiro dos últimos tempos, que não tem nada que prove a suposta culpa.
 
“Defender Lula livre é defender a democracia e ser contra a retirada de direitos deste governo golpista. Lula ser candidato é uma esperança que temos de ter nossos direitos, que foram violentamente arrancados de nós, de volta”, defendeu a secretária de Comunicação da CUT Pará, Vera Paoloni.
 
Em Pernambuco, cerca de 500 pessoas participaram do ato “Lula Livre”, na Praça da Independência, centro do Recife. "Continuamos firmes na luta em defesa da democracia e do ex-presidente Lula. Entendemos que o resultado não causou qualquer surpresa pelo TRF 4 de Porto Alegre, um jogo de cartas marcadas. Mas não desistimos e vamos lutar e resistir, porque eleição sem Lula é fraude", disse o presidente da CUT Pernambuco, Carlos Veras.
 
Em Maceió, a vigília convocada por organizações populares aconteceu na Praça Deodoro, em apoio e solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ex-superintendente do Incra durante o governo Dilma, Lenilda Lima, que participou da atividade, afirma que “insistentemente, sem comprovação nenhuma, o poder judiciário quer caçar o direito da maior liderança popular de ser candidato”. “O que está em jogo", diz a ativista, "é a nossa democracia que é muito jovem. Nós que somos mais antigos, que lutamos pela redemocratização do país após o golpe militar, lutamos para que as instancias democráticas começassem a funcionar, hoje nós vemos um golpe camuflado, que vai cerceando o direito de escolhermos o projeto que queremos para o país.”
 
Na parte da tarde, teve uma plenária de mulheres e da juventude que discutiu sobre democracia e de que forma o golpe e seus desdobramentos interferem na vida desses segmentos.
 
 No dia da decisão final do pedido de habeas corpus da defesa de Lula pelos 11 ministros do STF, em 4 de abril, novas manifestações estão previstas por todo o País.

(*) Matéria publicada originalmente no Portal da CUT Brasil
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