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8 DE MARÇO EM FORTALEZA – Mulheres vão às ruas em defesa da democracia e dos direitos

08/03/2018

Caminhada começou na Praça da Bandeira, no ato “Mulheres nas Ruas Contra o Golpe - Pelo fim da violência, contra as reformas e por democracia!”. CUT-CE uniu-se aos movimentos sociais da FBP-Ceará

Escrito por: CUT-CE (*)

 

Caminhada foi encerrada na Praça Murilo Borges, no centro: Dia de Luta (Foto: Emanuel Lima/CUT-CE)

Milhares de mulheres ocuparam as ruas de Fortaleza, durante toda a manhã desta sexta-feira, durante o 8 de Março, quando o Brasil chamou para a luta trabalhadoras que estão tendo direitos sociais e garantias trabalhistas destruídos pelo governo ilegítimo de Michel Temer. A capital cearense somou-se a centenas de outras cidades brasileiras e realizou o ato Mulheres nas Ruas Contra o Golpe - Pelo fim da violência, contra as reformas e por democracia! O ato unificado e plural reuniu, além da CUT-CE, vários partidos políticos de esquerda, centrais sindicais e as mais diversas frentes dos movimentos sociais ligados à Frente Brasil Popular (FBP-Ceará).

 

O ato desta manhã integra uma jornada de lutas para mostrar os retrocessos cometidos contra as mulheres e reuniu trabalhadoras em todo o país em defesa da democracia e dos direitos. Em Fortaleza, a concentração teve início na Praça da Bandeira e percorreu diversas ruas do Centro até finalizar na Praça Murilo Borges, no mesmo bairro. “Ocupamos as ruas hoje pela manutenção de nossos direitos, sobretudo porque vivemos no Brasil hoje em condição bastante degradante”, explicou Gardênia Baima, secretária de Igualdade Racial da CUT-CE. A dirigente refere-se às condições de trabalho e políticas sociais. E acrescentou: “Estamos ainda atravessando um momento de pós-golpe, e vendo a retirada de direitos um a um, mas sem esperarmos sentadas”.
 

Rua do Centro de Fortaleza reuniu movimentos sociais e sindical durante toda a manhã deste 8 de Março (Foto: Thainá Duete/CUT-CE)As manifestantes percorreram as vias do Centro enfatizando a luta incessante contra toda forma de violação de direitos. Entre eles: o racismo e o extermínio da juventude negra; a reforma da Previdência; a reforma Trabalhista; o neoliberalismo que reforça o patriarcado e o controle da vida e dos corpos das mulhres; em defesa de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher; entre outros.

 

A secretária geral da Central estadual, Carmem Santiago, reforçou e lembrou que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo. “Hoje é um dia de homenagearmos as mulheres de luta, mas sobretudo, de reafirmamos nossos direitos e conquistas que fazem parte desse dia internacional de valorização e reafirmação das lutas das mulheres em todo o mundo”, avaliou Carmem. São as mulheres trabalhadoras, as mulheres negras, indígenas, as mulheres trans, as quilombolas, as mulheres de rios e de igarapés que têm perdido mais e mais direitos. E todos esses segmentos estiveram representados nas ruas hoje.

 

(Foto: Thainá Duete/CUT-CE)Por mais representação feminina na política

Em 2017, o estado do Ceará possuía 25 parlamentares nas duas casas legislativas: 22 na Câmara e 3 no Senado. Desse total, apenas duas mulheres integravam a Câmara dos Deputados, número que totaliza 9,1% dos parlamentares eleitos para essa casa e 8% do número total de parlamentares eleitos. Nenhuma mulher ocupava cadeira no Senado Federal representando o Ceará. No estado, a proporção de mulheres que ocupam cadeiras na Câmara e no Senado é a 5ª menor do país, ficando abaixo da média nacional (11,3%). Os dados foram divulgados ontem (7/3) no estudo Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, publicado pelo IBGE.

 

VEJA MAIS FOTOS DO ATO DO 8 DE MARÇO EM FORTALEZA NA FANPAGE DA CUT-CE

(*) Com informações da CUT Brasil e do IBGE

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