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CUT CE > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > INTRANSIGÊNCIA E VIOLÊNCIA CONTRA PROFESSORES DE ICÓ SÃO NOVAMENTE REGISTRADAS

Intransigência e violência contra professores de Icó são novamente registradas

23/02/2018

Violência física e moral volta a atingir professores, servidores, população e movimentos social e sindical, durante ato estadual em Icó nesta quinta-feira (22/2). Repressão policial é inadmissível

Escrito por: Fetamce (*)

Novos atos de violência policial diante de manifestação pacífica de professores da rede pública de ensino do município de Icó, durante ato no dia 22/2 (Foto: Fetamce/Divulgação)Atos de violência física e moral contra professores, servidores, população e movimentos social e sindical voltaram a se repetir em Icó-CE. Nesta quinta-feira (22/2), durante ato estadual convocado pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) para tentar barrar a aprovação do projeto que corta 50% do salário de 362 professores, a Polícia Militar e a Guarda Municipal atuaram novamente de forma repressiva, repetindo as cenas de violência da última segunda-feira (19).

Mais uma vez, a operação foi liderada pelo sargento Geilson Lima, que também é Secretário de Segurança da cidade, mesmo as suas ações, desproporcionais e arbitrárias, já tendo sido denunciadas às autoridades e duramente criticadas pela opinião pública, com grande repercussão na imprensa estadual e nacional. Nas imagens, ele aparece atirando novamente contra os trabalhadores.

Conforme a presidente da Fetamce, Enedina Soares, o agravante é que tudo isso ocorreu enquanto uma comissão liderada por ela tentava negociar com secretários municipais a retirada de pauta do projeto da Prefeita Laís Nunes, que não pisou na cidade durante toda esta semana, segundo os próprios gestores municipais.

“Fomos recebidos a pedido da Casa Civil do Estado e durante a reunião onde nós propusemos a solução do conflito, recebemos a notícia de gente ferida e dirigente sindical atingido por balas e spray de pimenta nas ruas de Icó”, disse Enedina Soares.

Agentes de segurança pública agem com violência, pela segunda vez, mesmo após forte pressão social (Foto: Fetamce/Divulgação)Os relatos da truculência foram informados para quem estava na reunião, mas o apelo não foi ouvido pelas autoridades municipais. Também não foi aceita a proposta apresentada pelos sindicalistas. Ligações telefônicas foram feitas para a prefeita pela Chefe de Gabinete do Icó, Jequélia Alcântara. Segundo a secretária, a gestora disse: “o projeto está na Câmara e vai ser votado”.

De fato, como a família Nunes controla os dois principais poderes da cidade, a prefeitura é de Laís Nunes, esposa do ex-prefeito Neto Nunes, e o legislativo é presidido por Fernando Nunes, irmão de Neto, a medida foi aprovada por 8 votos a 7, sendo o voto de desempate de Fernando.

Entretanto, segundo juristas, a medida pode ser derrubada judicialmente, haja vista que não teria atendido o regimento da Câmara Municipal da cidade, que coloca que em votações de leis complementares, estas precisam alcançar dois terços dos votos dos vereadores, o que não aconteceu nem na primeira e nem na segunda votação. Os Sindicatos dos Servidores e Professores, assim como a Fetamce, vão recorrer judicialmente.

Mobilização estadual

(Foto: Fetamce/Divulgação)O ato desta quinta-feira contou com a participação de representantes do movimento sindical de todo o Ceará. Os movimentos sociais do estados também aderiram ao evento. Mais de 100 entidades estiveram representadas na maior caravana já realizada pela Federação. O comércio em Icó fechou as portas em solidariedade aos professores e servidores e a população tomou às ruas em apoio à classe.

Wil Pereira, presidente da CUT-CE, participa do ato em apoio à categoria em Icó (Foto: Fetamce/Divulgação)Para o presidente da CUT-CE, Wil Pereira, que também participou do ato desta quinta-feira em apoio aos professores, a violência física e moral a que está sendo submetida a classe é preocupante. "Estamos mergulhados em um período tenebroso de retrocessos de toda ordem, em nível nacional. Quando absurdos assim atingem o nosso estado, de forma tão mesquinha e equivocada, nossa saída é o enfrentamento. Não há como regredirmos. A luta dos professores e professoras de Icó é também nossa", afirmou Wil. 

“Num gesto de intransigência, a prefeita passa por cima de tudo, da opinião pública, dos direitos professores e servidores e joga famílias na precariedade. Sem metade da renda e muitas vezes com o salário já comprometido com empréstimos, muitas pessoas já se encontram desesperada. Sem contar a violência e o mandonismo local. O que vimos aqui é imoral e vamos resistir e lutar contra tudo isso”, finaliza a presidente da Fetamce.

Movimento continua
As mobilizações devem continuar. Nesta sexta-feira, 23, os sindicatos estão reunindo os servidores para dialogar sobre os próximos passos. De volta a Fortaleza, a diretoria da Fetamce tomará novas providências judiciais e institucionais.

Saiba AQUI como votou cada vereador de Icó no projeto que reduz salário de professores.

(*) Com informações da CUT-CE
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