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CUT CE > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > ENCONTRO ESTADUAL DA CUT - “ESTAMOS NUM MOMENTO DE ENFRENTAMENTO COTIDIANO AO GOLPE”

Encontro Estadual da CUT - “Estamos num momento de enfrentamento cotidiano ao golpe”

06/10/2017

Dirigente do PT-Ceará, Antônio Alves Filho analisou a conjuntura atual durante encontro estadual da CUT. Evento foi realizado ontem (5/10) e reforçou a campanha pela revogação da Reforma Trabalhista

Escrito por: Raquel Chaves/CUT-CE

Dirigentes reforçam campanha de coleta de assinaturas pela revogação da Reforma Trabalhista (Foto: Raquel Chaves/CUT-CE)Dirigentes CUTistas de várias regiões do Ceará participaram, nesta quinta-feira (5/10), de Encontro da Direção estadual da Central, em Fortaleza. Na pauta, além de informes internos, uma análise de conjuntura feita pelo secretário de Relações Internacionais do PT-Ceará, Antônio Alves Filho, além de discussões sobre o reforço na campanha pela revogação da Reforma Trabalhista e os impactos desta.

 

A atual conjuntura exige de nós uma prática cotidiana de enfrentamento. Na avaliação de Antônio Filho. “A coisa não pode amornar e o enfrentamento tem de ser feito dia a dia”, reforçou, tomando como exemplo a campanha em curso da CUT pela revogação da Reforma Trabalhista e que está ocorrendo em nível nacional, com o apoio da Frente Brasil Popular, federações e sindicatos ligados à Central.

 

Vários dirigentes comunicaram as ações que já estão ocorrendo no Interior, em todas as regiões do Ceará, dentro da Campanha Nacional de Coleta de Assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP). A meta nacional é coletar 1,3 milhão de assinaturas para serem incluídas no PLIP e encaminhadas ao Congresso. O secretário de Comunicação da CUT-CE, Emanuel Lima, informou que, só na última semana, dirigentes CUTistas da Executiva Estadual e da Fetraece reforçaram a campanha em pelo menos três importantes regiões: Crateús, Vale do Jaguaribe e Cariri. Fortaleza e Região Metropolitana, além do Sertão Central, começaram a ter reforços nas ações hoje (6/10), com debates com cerca de 40 sindicatos de trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares, na sede da Fetraece, na capital.

 

Ozaneide de Paula, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-CE, anunciou a criação de um comitê de mulheres pela revogação da Reforma Trabalhista - ação será em âmbito nacional (Foto: Raquel Chaves/CUT-CE)A secretária da Mulher Trabalhadora da Central estadual, Ozaneide de Paula, informou que está sendo criado um comitê de mulheres CUTistas pela revogação da Reforma Trabalhista e que os movimentos estão unificados em âmbito nacional. “Essa campanha tem sido incrível para nós e é uma experiência que nos unifica, diante de mais um retrocesso nos direitos das mulheres nessa conjuntura”, disse.

 

“Golpe em razão dos acertos”

Durante sua análise conjuntural, Antônio Filho relembrou que, na situação de golpe que ocorreu no País, os poderes que se reuniram não tinham interesse de manter um governo democrático popular. “Apesar de termos cometido alguns equívocos, esse governo tinha lado e era o lado dos trabalhadores”, enfatizou o dirigente. De acordo com ele, “o golpe não foi em razão dos nossos erros, mas em razão dos nossos acertos. Em razão da defesa do povo, do emprego, dos salários”.

 

Antônio Filho também destacou que estamos no ano do centenário da Revolução Russa e afirmou que é possível se construir uma convivência civilizada que não seja a exploração do homem pelo homem de forma tão selvagem. “Somos, acima de tudo, anticapitalistas. Somos socialistas e não podemos abrir mão de nossa utopia”, afirmou.

 

Momento é de união

A necessidade do diálogo prático com os sindicatos e a parceria com a Frente Brasil Popular foram destacados pelo presidente da CUT-CE, Wil Pereira. Tanto a política nacional de Formação da CUT quando a Comunicação também foram pontos destacados pelos dirigentes. “Nunca tínhamos feito tanta formação e estamos precisando nos reinventar”, reforçou a diretora da Escola Nordeste da CUT, Lúcia Silveira, que também coordena a Formação na Central estadual. Os constantes ataques à classe trabalhadora promovidos pelas reformas do governo ilegítimo focam, sobremaneira, os sindicatos e centrais.

 

“Estamos vivendo um período no Brasil em que o lucro que fala mais alto e detém o poder. Já há um desenho implantado de que o capital é quem determina o caminho do país. Estamos vivendo uma disputa de classes que não é igualitária, com ataques em todos os sentidos”, disse Carmem Santiago, secretária geral da CUT-CE.

 

Entre as pautas CUTistas e das forças de esquerda e progressistas que devem ser unificadas está a defesa da soberania nacional. “É contra as privatizações que estão sendo anunciadas por esse governo. Esse vexame que o (Michel)Temer paga quando sai do país, por aí afora, é lamentável. Precisamos recuperar nossa dignidade e avançar na luta pela recuperação dos nossos direitos”, adiantou Antônio Alves Filho que condenou, ainda, “o ódio como instrumento da política expressa pela direita raivosa” no Brasil.

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