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Participantes de Audiência Pública no Ceará ampliam debate sobre privatização da Eletrobras/Chesf

19/09/2017

Discussão ocorreu nesta segunda-feira (18/9) e reuniu federações e sindicatos do setor elétrico, movimentos populares e parlamentares. No Ceará, Sindicato dos Eletricitários puxa a mobilização

Escrito por: Sindeletro-CE (*)

Audiência Pública ocorreu ontem (18/9), na Assembleia Legislativa do Ceará (FOTO: Paulo Holanda/Divulgação)
 
Os participantes da Audiência Pública sobre os impactos da privatização da Eletrobras/Chesf, realizada na manhã desta segunda-feira (18/9), na Assembleia Legislativa do Ceará, reafirmaram o compromisso em defender a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) como uma empresa pública e a serviço do povo brasileiro. Federações e sindicatos do setor elétrico, movimentos populares e parlamentares estão intensificando a mobilização por todo o país. A Audiência Pública realizada na Assembleia foi requerida pelo deputado Elmano de Freitas (PT) e soma-se a uma agenda nacional de luta coordenada pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). No Ceará, o Sindicato dos Eletricitários (Sindeletro-CE) está puxando a mobilização, com apoio da CUT-CE
 
 
Movimentos sociais também somaram força à audiência, como o Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras por Direitos (MTD) (FOTO: Paulo Holanda/Divulgação)
Todos os participantes da Audiência Pública realizada no Ceará foram unânimes em afirmar que a privatização da Eletrobras, maior empresa estatal de geração e transmissão de energia elétrica da América Latina, trará prejuízos imediatos para a população como o aumento da conta de luz e a piora do serviço. "Esse movimento dialoga com as bandeiras defendidas pela CUT. Somos radicalmente contra essa privatização porque entendemos que empresas como a Chesf são estratégicas para o desenvolvimento do nosso país e não devem ser entregues na mão da iniciativa privada, especialmente de grandes corporações internacionais", afirmou Hernesto Luz, da Direção Executiva da CUT-CE.

Ainda segundo o dirigente, dentro da Plataforma Operária e Camponesa para Energia, que reúne entidades sindicais e movimentos sociais, 
há um entendimento para defender as empresas brasileiras, especialmente aquelas relacionadas com recursos energéticos. Hernesto enfatizou também que "os recursos energéticos devem permanecer sob o controle do governo e devem estar à disposição dos interesses da população". No bojo da privatização, a venda da Chesf terá um custo muito alto para Nordeste. A empresa tem papel fundamental para o desenvolvimento estrutural da região. Os participantes do debate definiram que é prioridade do movimento contra a privatização da Eletrobrás/Chesf envolver toda a população na luta em defesa do patrimônio nacional.
 
 
O presidente do Sindeletro, Cesário Macedo, enfatizou em sua fala que a privatização das empresas do sistema Eletrobras, assim como suas usinas de geração de energia elétrica, coloca em risco a soberania nacional. “Os planos do governo golpista de Michel Temer é vender a água do Brasil. Quem vai gerir a nossa água serão os estrangeiros. Esse é um dos maiores crimes contra o nosso país. Pois se não tivermos energia, não teremos desenvolvimento”. Representantes das federações e dos sindicatos do setor elétrica alertaram ainda que a venda da Chesf coloca em risco o projeto de transposição das águas do São Francisco, em fase de conclusão, e que vai abastecer populações de regiões do Nordeste que sofrem com a estiagem. 
 
 
Ampla participação 
Empregados da Chesf têm se mobilizado ativamente, ao lado do Sindeletro, contra a privatização do sistema Eletrobrás (FOTO: Paulo Holanda/Divulgação)
A Audiência Pública realizada na Assembleia teve ampla participação de trabalhadores e trabalhadoras da Chesf no Ceará. Os chesfianos e as chesfianas estavam vestidos e seguravam cartazes contra a privatização da empresa. Os empregados da Chesf têm se mobilizado ativamente, ao lado do Sindeletro, para que a empresa continue sendo pública e mantenha sua missão de continuar contribuindo para o crescimento do Nordeste e do Brasil.  
 
 
A rede de apoio ao movimento contra a privatização da Chesf/Eletrobrás está cada vez mais ampla. O presidente da Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (FRUNE); Raimundo Lucena (Raimundinho); o presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Pedro Blois; o vice-presidente da FNU, Fernando de Andrade Neves (Fernandão); e o presidente da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), Paulo de Tarso, e muitos outros companheiros do movimento sindical do setor elétrico vieram ao Ceará para participar do debate. 
 
 
Parlamentares de esquerda estão mobilizados junto à causa dos eletricitários (FOTO: Paulo Holanda/Divulgação)A Audiência também contou com a participação de representantes das frentes parlamentares criadas no Congresso Nacional em defesa da Chesf e da soberania nacional. O presidente da Frente Nacional em Defesa da Chesf do Congresso Nacional, deputado Danilo Cabral (PSB-PE), veio a Fortaleza especialmente para participar do debate. Os deputados federais André Figueiredo (PDT), presidente no Ceará da Frente Nacional em Defesa da Chesf do Congresso Nacional; Odorico Monteiro (PSB), vice-presidente no Nordeste da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional; José Airton Cirilo (PT) e Leônidas Cristino (PDT) também participaram. A deputada estadual Rachel Marques (PT) também esteve presente ao evento. O professor Artur Obino, do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, também foi um dos convidados para o debate.
 
(*) Com informações da CUT-CE
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